Livro_Pensando_a_vida

Livro_Pensando_a_vida

domingo, 18 de outubro de 2009

Muita coisa mudou...

Antigamente quando os crentes estavam passando por provas as pessoas diziam: "Este é um crente firme, mesmo estando em uma prova tão difícil ele não abandona a fé..."

Mas, agora na mesma situação as pessoas dizem: "Este irmão deve estar em pecado ou não tem fé, pois se está em uma prova dessas..."

Aí eu fico pensando, será que Deus mudou? Ou foi a fé que teria mudado?

Eu acredito que o que mudou não foi nem Deus, nem a fé, o que mudou foi a maneira do homem ver e viver a fé....

Quando no passado se olhava a perseverança de um crente durante a prova, hoje em dia se olha não como ele crê durante o tempo de provação, mas ligam este tempo de prova à ausência da fé ou ao pecado.

Um dia os discípulos de Jesus pensaram assim também, que um problema podia estar ligado ao pecado que alguém tinha cometido, aliás, naquele tempo muita gente pensava assim, alguém nascia com algum problema congênito, era resultado do pecado dos pais, o individuo levava sobre ele um estigma, o de ser um amaldiçoado por pecado dele ou de seus pais...

Mas Jesus acaba com isso, e diz que a dificuldade que certas pessoas vivem, não são uma maldição resultada do pecado, mas sim uma oportunidade para que se manifeste a Glória de Deus.

Nem ausência de fé e nem resultado de pecado, mas sim oportunidade, aliás, dizem os mais sábios que em uma língua que não é a minha crise se traduz por oportunidade, eu acredito.

Portanto, por mais que a situação seja difícil, ela pode mudar, ou mesmo nós podemos mudar diante dela, por que para Deus o mais importante não é a circunstancia, mas cada um de nós.

JM, 2008

sábado, 10 de outubro de 2009

Aprendendo com Demetrio...


No Livro de Atos dos apóstolos, no capitulo 19 encontramos o relato de um grande tumulto na cidade de Éfeso. Tudo começou depois que a mensagem do evangelho foi anunciada por Paulo e seus amigos naquela região. A cidade de Éfeso era conhecida no mundo todo pela adoração a deusa Artemis ou Diana dos efésios, era conhecida como a guardiã do templo da grande deusa Diana. Com toda essa fama, a cidade recebia muito turismo religioso, com isso muitos cidadãos da cidade sobreviviam economicamente do turismo religioso, por exemplo: vendiam miniaturas do templo, da imagem da deusa local, fitinhas abençoadas, garrafinhas de água, camisetas personalizadas, cd’s das bandas mais famosas da cidade, etc. A cidade toda lucrava muito com esse comercio, não podemos negar que religião d’a muito dinheiro, os cidadãos de Efeso descobriram isso, e um tal de Demétrio percebeu algumas coisas muito interessantes. Senão vejamos:


A primeira percepção do texto e que quando Jesus chega deixa de ser possível sobreviver da religião, quando a Verdade entra na historia a mentira cai por terra. Os religiosos que tem lucro com a religião começam a ficar inquietos, pois seus impérios religiosos estão fadados ao fracasso. Nenhum sistema religioso sobrevive à presença de Jesus, as pessoas tem seus olhos abertos pela verdade do evangelho. Muitos dos que se chamam cristãos em nossos dias também tem obtido muito lucro com a religiosidade do povo, não poucas vezes ligamos a televisão, radio ou mesmo andando pelas ruas encontramos homens que se dizem especiais, guardiões de alguma visão especial, ou de algum poder que não pode ser usado ou mesmo não está disponível para pessoas comuns. Estes se colocam como homens especiais que tem um acesso todo especial há uma divindade que eles “apelidaram” de Jesus Cristo, que e controlada por eles através das suas ‘ determinações’, divindade fraca e manipulável, que obedece aos caprichos dos comerciantes da fé, que se auto- elegem apóstolos, bispos, pastores...

A segunda percepção do texto e que quando Jesus Cristo se manifesta os falsos deuses caem em descrédito, a segunda preocupação do Demétrio era que a deusa Diana ia ser desacreditada, as pessoas não iam mais olhar pra ela com os mesmos olhos, iam ver o que ela era de fato, uma estátua feita por mãos de homens. Muitos dos nossos contemporâneos que sobrevivem da religião têm o mesmo medo, de que a sua falsa religião caia em descrédito, que o mito por eles alimentado não seja mais seguido e cultuado pela massa. Já pensou se as pessoas descobrirem que não tem mais necessidade de um sacerdote? Ou que no novo testamento não há base para dizimo ou devorador? Ou que Deus não está naquele endereço que eles por toda vida acreditavam e foram ensinados que estava? A coisa da religião vai descambar, a divindade cultuada dessa forma vai cair em descrédito. A mentira só dura enquanto a verdade não chega, Jesus e a verdade e chegou, veio ao mundo, mas os religiosos têm lançado sobre ele um véu para que as pessoas não o vejam, pois se o mundo perceber a verdade o sistema religioso está fadado ao fracasso.

A terceira percepção e que diante da situação de decadência da religião se faz necessário um fortalecimento da ‘crença e da divindade’, notamos no texto que diante do discurso do Demétrio eles começaram a gritar o nome da sua deusa, e a defender a posição e influencia daquele sistema religioso. Hoje os religiosos também promovem este tipo de evento quando se sentem ameaçados, fazem seminário para fortalecer a visão, trazem evangelistas de outras nações para falar em seus encontros, programas de televisão, se defendem e defendem a relevância do seu ‘ ministério’ para a nação e para os crentes de uma forma geral. Passam ao desespero e prometem bênçãos com data marcada, incentivam aos inocentes a buscarem cada vez mais as ‘promessas’ que o deus que eles servem tem pra eles. Os religiosos são assim, se preocupam muito mais com a manutenção do mito e consigo mesmo do que com as pessoas, que na sua maioria não sabem nem o ‘porque’ das coisas.

Portanto, precisamos aprender a discernir, perceber que Jesus não está atrelado aos religiosos, que Ele não ‘e um produto a ser comercializado por tais ministros religiosos. Que não sejamos como aqueles da multidão, que nem sabia porque estava lá, que sejamos conscientes da presença de Jesus, do nosso sacerdócio diante dele o tempo todo, como disse Lutero, viver o “Coran Deo”.

Como podemos claramente perceber, o cristianismo do nosso tempo e um sistema religioso muito semelhante ao da cidade de Éfeso, bem armado com a intenção de aprisionar com o engano as pessoas e obter lucro. As pessoas são transformadas em números, estatística, cifras. As propostas religiosas são bonitas, se propõe a dar um sentido à vida daqueles que supostamente te necessidade, criam um ‘mundo cor de rosa’, são vendedores de ilusão, fazem dos seus seguidores, homens e mulheres, neuróticos, completamente apartados da realidade. Usam o nome de Deus em vão, pisando em cima do primeiro mandamento só para manter os seus interesses e estilo de vida.

Que Deus nos livre desse tipo de gente e de nos tornarmos como esse tipo de gente.

Textos de referencia: Atos 19.23-41; 1 Pedro 2.1-3; 1 Timóteo 6.3-10; 2 Coríntios 11.3,4

JM, outubro 2009